Domingo, 5 de Julho de 2009

Luizas de todo mundo: gritem a todo pulmão!!!


"Oi Luisa,

Será que você lembra de mim? Sou filho da dona Fany, do Bom Retiro. Provavelmente você lembra, mas talvez por desgosto tenha removido aquela absurda tarde da memória. Só me permito lembrar – lavando estes panos sujos assim tão publicamente – porque o mundo é cheio de Luisas. Porque já se passaram 32 anos e porque, lamentavelmente, o que aconteceu entre nós não é tão incomum.

Quantos anos você tinha? Vinte, trinta? De onde você era? Quem você era? Só sei que você era empregada de casa, que teus seios eram fartos e que eu tinha 14 anos. Você era tímida e já trabalhava em casa há algumas semanas quando a Sheilinha, uma colega de classe, me disse que você já tinha trabalhado na casa da família dela e que você “dava para um motorista de táxi”.

A idéia de que você “dava” não saiu da minha cabeça, e você começou a estrelar obsessivamente todas as minhas punhetas. De tarde eu ficava rondando pela área de serviço enquanto você lavava a roupa. Era um tesão incontrolável, aflito, desesperado e covarde.

Eu nunca gostei daquele bosta do Adalberto e não me perdôo por tê-lo envolvido nessa história. Até hoje, nas poucas reuniões da turma do colégio Renascença, eu o evito. Mas ele era maior e mais corajoso, e eu recorri a ele. Sinto muito remorso, Luisa, pelo que fizemos."

Trecho de um texto do Henrique Goldman
na sua coluna da Revista Trip, cuja apresentação é a seguinte:

Carta aberta para Luisa
Nosso colunista pede desculpas públicas à empregada da família com quem transou, contra a vontade dela, quando tinha 14 anos



http://revistatrip.uol.com.br/revista/170/colunas/carta-aberta-para-luisa.html

Com isso inicia-se e espero bem que sim uma grande polêmica acerca dos infinitos casos de abusos sexuais dos patrões e demais machos contra as empregadas domésticas.

Deve ser influência do tal Plutão... não saberemos se essa Luiza é ou não real, mas com certeza existem muitas Marias, Rosas, Anas e por ai afora que foram vítimas desse tipo de abuso... e não só no Brasil, mas em qqr lugar onde há patrões e filhos brancos* o suficiente pra se sentirem superiores e consideram que ceder sexualmente aos machos da casa faz parte das obrigações domésticas das empregadas pobres e de origens etnicas diferentes (africanas, ciganas, de leste etc...)

Depois dos escândalos da pedofilia, vem à tona outro filão do descarrego sexual dos homens de bem... as empregadas domésticas. Não só na crônica mas em inumeros contos e romances, bem como músicas e telenovelas... isso ja foi publicitado muitas vezes... só a hipocrisia social, a impunidade absoluta e a ausência da consciência de direitos por parte das vítimas é q tapou esse sol com a peneira durante tanto tempo...

Espero jogar mais lenha nessa foqueira e que com isso se destape mais esse véu, e que mais essa sujeira debaixo do tapete patriarcal seja bastante visivel e suficientemente indigesta pra q alguma coisa seja feita de fato no sentido de se punir os abusos e estupros assim como garantir os direitos a essas cidadãs, na sua imensa maioria, muito pobre e miserável, de origens humildes, com baixa escolaridade e completamente fragilizadas de um ponto de vista social. Com medo de perder o emprego, ficam entre a cruz e a caldeirinha, sem saber se cedem ao patrão ou se depois ficam com as calças na mão se a patroa descobre tudo, pq claro, a culpa mais uma vez é da vítima... não é srs advogados do diabo???

obvio ululante tbm podia ser o titulo do post, afinal, isso é praticamente um delito muito comum nas mentes rodriguianas... tá aí o Pereio na capa q não me deixa mentir... a outra capa com a burguesinha toda boa tirando o biquini de certeza QUE NÃO TEM NADA A VER COM ISSO, NÉ?!

Ai, ai, e depois tem gente q acha q o patriarcado não existe...
...
*Aposto q aindo posso ser processada por racismo, pois claro, não tenho olhos azuis...
...

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

"Reacendeu-se a esperança"


A mãe adolescente de uma criança que a Justiça decidiu dar para adopção mostrou-se hoje "emocionada" e "muito feliz" com o apoio do director do Refúgio Aboim Ascensão, que defende que o caso deve ser reavaliado.

Ana Rita Leonardo, de 15 anos, disse à Agência Lusa que "agora reacendeu-se" a sua "esperança", agradecendo "produndamente" ao director da instituição onde se encontra o pequeno Martim, Luís Villas Boas, pelo apoio agora demonstrado.

"Agora está nas mãos da juíza e só espero que o Tribunal de Cascais seja compreensivo, que finalmente se sensibilize com o meu caso e, principalmente, que seja rápido", sublinhou.

A jovem mãe, que há três dias iniciou uma greve de fome, reafirma que se sente "mais madura e com todas as condições para criar o Martim".

Luís Villas-Boas assumiu-se, em declarações hoje ao jornal Expresso on-line, como o autor do relatório clínico que deu entrada no Tribunal de Cascais a defender a reavaliação das condições de Ana Rita para cuidar do filho, Martim, de dois anos e meio, institucionalizado no Refúgio Aboim Ascenção, no Algarve, desde os primeiros meses de vida.

"Fiquei sensibilizado com a forma como falava do filho, numa entrevista à rádio. Percebi que era uma jovem ponderada e não podia ficar indiferente ao seu pedido. Na minha condição de psicólogo clínico, decidi escrever ao tribunal propondo uma reponderação da mãe", defendeu Villas-Boas.

"Com quase 16 anos, esta jovem tem tudo a seu favor para ser uma boa mãe. Quero vê-la com o Martim ao colo", acrescentou.

No dia 26 de Fevereiro de 2007 as assistentes sociais de Cascais levaram o Martim para a instituição Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, alegando que a Ana Rita não teria condições para cuidar do filho.

Em Julho de 2007 foi tomada a primeira decisão judicial de que o Martim iria ser dado para adopção, na qual a família recorreu com sucesso, mas a 20 de Dezembro de 2008, na última visita de Ana Rita, o Martim terá ficado emocionalmente perturbado e as visitas foram canceladas.

Há seis meses que Ana Rita não vê o filho e não tem notícias dele. A 21 de Maio foi informada de que o filho seria dado para adopção.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1265188&seccao=Sul

Domingo, 31 de Maio de 2009

Respeitem os direitos das crianças!!!

Um mundo feliz começa com uma infância plena de direitos e amor...
E o simples fato de todo ser humano nascer criança é motivo suficiente para lutarmos por uma infância mais feliz e livre de toda forma de violência... Pelas crianças desse planeta que ainda vivem na guerra e na miséria absoluta, bem como por aquelas q vivem em mundos artificialmente desenvolvidos mas carentes de simples carinho e brincadeiras...




Direitos da Criança

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Convenção dos Direitos da Criança




Como já deves ter ouvido falar, as Nações Unidas aprovaram uma lei chamada "Convenção sobre os Direitos da Criança". Essa lei tem 54 artigos que explicam cada um dos teus direitos.


Os artigos que não referimos aqui dizem, sobretudo, respeito à forma como os adultos e os governos devem trabalhar em conjunto para que todas as crianças gozem dos seus direitos.


ARTIGO 1º
Todas as pessoas com menos de 18 anos têm todos os seus direitos escritos nesta convenção.



ARTIGO 2º
Tens todos esses direitos seja qual for a tua raça, sexo, língua ou religião. Não importa o país onde nasceste, se tens alguma deficiência, se és rico ou pobre.



ARTIGO 3º
Quando um adulto tem qualquer laço familiar ou responsabilidade sobre uma criança, deverá fazer o que for melhor para ela.



ARTIGO 6º
Toda a gente deve reconhecer que tens direito à vida.



ARTIGO 7º
Tens direito a um nome e a ser registado, quer dizer, o teu nome, o dos teus pais e a data em que nasceste devem ser registados. Tens direito a uma nacionalidade e o direito de conheceres e seres educado pelos teus pais.


ARTIGO 8º
Deves manter a tua identidade própria, ou seja, não te podem mudar o nome, a nacionalidade e as tuas relações com a família e menos que seja melhor para ti. Mesmo assim, deves poder manter as tuas próprias ideias.



ARTIGO 9º
Não deves ser separado dos teus pais, excepto se for para teu próprio bem, como por exemplo, no caso dos teus pais te maltratarem ou não cuidarem de ti. Se decidirem separar-se, tens de ficar a viver com um deles, mas tens o direito de contactar facilmente com os dois.



ARTIGO 10º
Se os teus pais viverem em países diferentes, tens direito a regressar e viver junto deles.



ARTIGO 11º
Não deves ser raptado mas, se tal acontecer, o governo deve fazer tudo o que for possível para te libertar.



ARTIGO 12º
Quando os adultos tomam qualquer decisão que possa afectar a tua vida, tens o direito a dar a tua opinião e os adultos devem ouvir seriamente o que tens a dizer.



ARTIGO 13º
Tens direito a descobrir coisas e dizer o que pensas através da fala, da escrita, da expressão artística, etc., excepto se, quando o fizeres, estiveres a interferir com o direito dos outros.



ARTIGO 14º
Tens direito à liberdade de pensamento e a praticar a religião que quiseres. Os teus pais devem ajudar-te a compreender o que está certo e o que está errado.



ARTIGO 15º
Tens direito a reunir-te com outras pessoas e a criar grupos e associações, desde que não violes os direitos dos outros.



ARTIGO 16º
Tens direito à privacidade. Podes ter coisas como, por exemplo, um diário que mais ninguém tem licença para o ler.



ARTIGO 17º
Tens direito a ser informado sobre o que se passa no mundo através da rádio, dos jornais, da televisão, dos livros, etc. Os adultos devem ter a preocupação de que compreendes a informação que recebes.



ARTIGO 18º
Os teus pais devem educar-te, procurando fazer o que é melhor para ti.



ARTIGO 19º
Ninguém deve exercer sobre ti qualquer espécie de maus tratos. Os adultos devem proteger-te contra abusos, violência e negligência. Mesmo os teus pais não têm o direito de te maltratar.


ARTIGO 20º
Se não tiveres pais, ou se não for seguro que vivas com eles, tens direito a protecção e ajuda especiais.


ARTIGO 21º
Caso tenhas de ser adoptado, os adultos devem procurar ter o máximo de garantias de que tudo é feito da melhor maneira para ti.


ARTIGO 22º
Se fores refugiado (se tiveres de abandonar os teus pais por razões de segurança), tens direito a protecção e ajuda especiais.


ARTIGO 23º
No caso de seres deficiente, tens direito a cuidados e educação especiais, que te ajudem a crescer do mesmo modo que as outras crianças.


ARTIGO 24º
Tens direito à saúde. Quer dizer que, se estiveres doente, deves ter acesso a cuidados médicos e medicamentos. Os adultos devem fazer tudo para evitar que as crianças adoeçam, dando-lhes uma alimentação conveniente e cuidando bem delas.


ARTIGO 27º
Tens direito a um nível de vida digno. Quer dizer que os teus pais devem procurar que não te falte comida, roupa, casa, etc. Se os pais não tiverem meios suficientes para estas despesas, o governo deve ajudar.


ARTIGO 28º
Tens direito à educação. O ensino básico deve ser gratuito e não deves deixar de ir à escola. Também deves ter possibilidade de frequentar o ensino secundário.


ARTIGO 29º
A educação tem como objectivo desenvolver a tua personalidade, talentos e aptidões mentais e físicas. A educação deve, também, preparar-te para seres um cidadão informado, autónomo, responsável, tolerante e respeitador dos direitos dos outros.


ARTIGO 30º
Se pertenceres a uma minoria, tens o direito de viver de acordo com a tua cultura, praticar a tua religião e falar a tua própria língua.


ARTIGO 31º
Tens direito a brincar.


ARTIGO 32º
Tens direito a protecção contra a exploração económica, ou seja, não deves trabalhar em condições ou locais que ponham em risco a tua saúde ou a tua educação. A lei portuguesa diz que nenhuma criança com menos de 16 anos deve estar empregada.


ARTIGO 33º
Tens direito a ser protegido contra o consumo e tráfico de droga.


ARTIGO 34º
Tens o direito a ser protegido contra abusos sexuais. Quer dizer que ninguém pode fazer nada contra o teu corpo como, por exemplo, tocar em ti, fotografar-te contra a tua vontade ou obrigar-te a dizer ou a fazer coisas que não queres.


ARTIGO 35º
Ninguém te pode raptar ou vender.


ARTIGO 37º
Não deverás ser preso, excepto como medida de último recurso e, nesse caso, tens direito a cuidados próprios para a tua idade e visitas regulares da tua família.


ARTIGO 38º
Tens direito a protecção em situação de guerra.


ARTIGO 39º
Uma criança vítima de maus tratos ou negligência, numa guerra ou em qualquer outra circunstância, tem direito a protecção e cuidados especiais.


ARTIGO 40º
Se fores acusado de ter cometido algum crime, tens direito a defender-te. No tribunal, a polícia, os advogados e os juizes devem tratar-te com respeito e procurar que compreendas o que se está a passar contigo.


ARTIGO 42º
Todos os adultos e crianças devem conhecer esta Convenção. Tens direito a compreender os teus direitos e os adultos também.



Assim, pode-se dizer que o Dia Mundial da Criança serve para lembrar um grande problema mundial: o esquecimento dos direitos das crianças.

Retirado do site "Júnior.TE", veja sites favoritos.

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Malandro é malandro, mané é mané...


Pra tentar entender pq os homens procuram mulheres fragilizadas, vítimas de violência, coitadinhas e masoquistas...
Qual será o tipo de perfil q podemos encontrar... entre os q agridem e os q se sentem atraídos por essas mulheres...

Conheça o perfil do agressor

* só enxerga as mulheres como uma propriedade ou como objeto sexual.
* tem baixa auto-estima e sente-se impotente e ineficaz no mundo. Ele pode aparentar um vencedor, mas sentir-se derrotado. Está sempre se esforçando pra ser o macho perfeito.
* tem dificuldade em confiar nos outros e teme perder o controle. Normalmente, vive isolado socialmente e não demonstra os sentimentos, senão de raiva.
* acredita q sua angústia emocional é causada por fatores externos. Justifica sua violência nas circunstâncias, como tensão, culpa da companheira, dia ruim, drogas e outros fatores.
* pode ser agradavel e encantador entre períodos de violência e pode parecer muitas vezes ser "um sujeito muito agradável" para estranhos. Pode parecer ter dupla personalidade e/ou evitar repugnar conflitos ou discussões.
* acredita q o sucesso do relacionamento é de responsabilidade da companheira - se não deu certo o problema é sempre dela.

por Rubens Zaidan
Especial para o jornal A Cidade
(esse texto não podia ser copiado do site acima, mas acho q por motivos de interesse maior não deve ter problema fazer aqui a divulgação...)



Maus tratos e controlo coercivo

As mulheres experienciam mais essa vitimação do que os homens.
No nosso País, apesar do fenómeno começar a ter alguma expressão, os homens maltratados que recorrem às instituições são uma minoria.
Mais, os tipos de violência mais perpetrados pelo homem e pela mulher não são os mesmos.
O masculino exerce, predominantemente, violência sexual, maus tratos verbais e controlo coercivo.
Elas recorrem mais a estratégias emocionais abusivas.
É possível traçar um perfil do agressor?
Não há um perfil único. Contudo, os homens partilham algumas características: recorrem, habitualmente, a armas e já anteriormente praticaram actos de violência severa contra a companheira. Alguns são dependentes de substâncias (álcool, drogas). São usualmente muito isolados do ponto de vista social.


Rapazes mais agressivos

A psicóloga Susana Lucas estudou, no ano de 2003, a agressividade nas relações de namoro em 925 adolescentes, 359 dos quais rapazes e 566 raparigas, divididos em duas faixas etárias - dos 12 aos 14 e dos 15 aos 17 anos. Concluiu que os rapazes recorriam mais à agressão física - apalpar ou mesmo beijar à força - do que as raparigas que usavam mais a violência verbal, como insultar e humilhar.
não há perfil do agressor
Para a investigadora Susana Lucas, do Instituto Piaget, não existe um perfil da vítima e do perpetuador. Pode-se, sim, referir que "existem preditores, nomeadamente, a observação de agressões parentais, classe sociais baixas, uma estrutura/ambiente familiar com pais divorciados, alcoólicos e/ou toxicodependentes, ou até desempregados". No entanto, a psicóloga crê que este fenómeno pode ocorrer em famílias de classe social elevada, com pais não alcoólicos. Também o psicólogo Rui Abrunhosa defende a inexistência de um perfil do agressor, embora afirme que os indivíduos de níveis socio-económicos mais elevados tendem mais a desenvolver agressões emocionais, ao contrário dos estratos sociais mais baixos, onde prevalecem as investidas físicas.


Pesquisa social feita pela equipe da
Vara Especial de Violência Doméstica
e Familiar Contra a Mulher do Maranhão


acerca das vítimas e autores da violência aponta perfil do agressor e vítima.
O relatório completo do estudo foi entregue à Corregedoria Geral da Justiça.Entre as informações apuradas destaca-se que a maior parte das mulheres que sofreram violência doméstica é jovem – tem entre 21 e 35 anos de idade. A maioria significativa (70%) é solteira, mas 36% mantinham relação estável com o autor da violência à época da denúncia. Em mais da metade desses casos, as mulheres apresentaram baixo grau de instrução, representado apenas pelo ensino fundamental ou mesmo inferior a este. Ademais, a maioria depende ou dependia financeiramente do companheiro.
O perfil do agressor, segundo a pesquisa,
é o homem entre 26 e 40 anos de idade,
sendo 71% solteiros. Destes,
36% eram companheiros das denunciantes,
com tempo de convivência variável entre 5 a 12 anos.
As profissões mais citadas foram as de motorista, pedreiro e vigilante, em ordem de ocorrência.
Em grande parte dos casos a agressão foi praticada por ex-companheiros.
Pelo constatado, mesmo após o término do relacionamento,
a mulher não está isenta da violência, pois o homem geralmente não reconhece o rompimento do vínculo conjugal e continua alimentando o sentimento de posse sobre a ex-companheira.
O relatório com os resultados também foi encaminhado à Presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão e entidades maranhenses públicas e privadas de proteção à mulher. O juiz Moraes Rego informou que cópias serão enviadas à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e ao Conselho Nacional de Justiça. A pesquisa envolveu processos distribuídos à vara até o dia 30 de junho de 2008, a fim de dar maior profundidade e ampliar o conhecimento sobre os atores envolvidos com as situações de agressão. A coleta das informações de 312 processos foi feita no período de agosto a novembro de 2008.O juiz ressalta que alguns dados foram surpreendentes e significativos. Esperava-se, por exemplo, que a incidência de bebidas alcoólicas e drogas fosse maior que o percentual de 44% entre os agressores. Da mesma forma, outro ponto pode refletir a nova estrutura da família ludovicense: a maioria das mulheres denunciantes possui apenas dois filhos.

Domingo, 19 de Abril de 2009

Mulher de Malandro

Tenho tido na vida real algum contacto com mulheres vítimas de violência doméstica, e confesso q depois de tudo, e de receber apoio e ajuda, elas voltando para os agressores, perdoando tudo, colocando a culpa em alguma mulher da história e até suplicando pela volta do malandro... muito complicado isso, e pra não perder a lucidez e a vontade de ajudar, pq afinal, é muito mais grave do q pensamos...e muito mais difícil de sair de dentro da situação... mesmo com apoio exterior, pq há raizes profundas a prendê-las no sofrimento...

Tô tentando entender... e fui pesquisando...



Embora tanto os homens quanto as mulheres possam ter passado por experiências que predisponham para a síndrome masoquista, ela é mais comum nas mulheres, porque nelas, elementos culturais reforçam continuamente este comportamento. Embora as mulheres tenham conquistado mais autonomia em relação aos seus destinos, e maiores oportunidades para a realização pessoal nos últimos anos, o masoquismo feminino continua atuando de forma destrutiva, puxando o tapete sob elas.O problema do poder parece ser o centro do comportamento masoquista. É na família que a criança, inicialmente fraca e indefesa, toma o primeiro contato com medo do poder investido em outras pessoas. A mãe é grande e poderosa, e a maneira como ela exerce o seu poder nos cuidados com a criança é em grande parte responsável pela saúde psicológica do filho. Há muitas maneiras pelas quais os pais podem abusar de seu poder, além da agressão física. Se essas ações são repetitivas e continuadas, preparam o terreno para o masoquismo, minando a “confiança básica” da criança, aumentando nela a sensação de impotência e vulnerabilidade. O terror é o gatilho de qualquer transação masoquista. Na verdade o masoquismo é um mecanismo de defesa que através do dano auto-infligido procura evitar ou extinguir a agressão, real ou suposta, vinda de outras pessoas. A essência do masoquismo é a autopunição e a submissão à outra pessoa, e o sofrimento estabelecido como estilo de vida. Não se trata de maneira alguma de sentir prazer com o sofrimento, mas sim de não conseguir identificar alternativas não dolorosas para seu comportamento. Como o masoquista repete os processos destrutivos e dolorosos a exaustão, comete-se o erro de julgar que isso possa lhe dar algum prazer.




Se o que desejamos colocar em debate é o masoquismo moral das mulheres, acreditamos ser útil a referência ao pensamento de Emilce Bleichmar e a instigante questão que ela coloca em seu livro Sobre a sexualidade feminina – da menina à mulher : “Por que será que toda vez que nos defrontamos com o óbvio da freqüência da experiência da violência no cenário da história vivencial ou das categorias do simbólico, em vez de aplicar a tese do ominoso, do sinistro – tese clássica freudiana -: a duplicação pelo real do fantasma, como fator de importância na manutenção da angústia persecutória da mulher nas experiências sexuais, apela-se rapidamente ao enigmático?”
Para a autora, o masoquismo moral das mulheres (que ela também entende como formas defensivas contra a violência) não pode ser pensado sem que se leve em conta a presença da violência do simbólico que o institui, nem separado dos valores sobre o feminino, os ideais e mitos sobre a feminilidade. A partir de tal colocação convida-nos ao seguinte desdobramento: qual o efeito da hipersexualização do corpo feminino, que se tipifica e se propõe como um ideal (por exemplo, através das bonecas oferecidas para as brincadeiras das meninas, como Marilu e Barbie) e que tem um percurso isolado das vivências auto-eróticas e dos fantasmas sexuais, mas que tem que ser recriado na versão imaginária do ego corporal que vai se instituindo como pólo narcísico e simbolizante do ser feminino? Parece-me que esse tipo de questão é fundamental para não se universalizar a soldadura entre o masoquismo e as mulheres.






Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Campanha: Vizinhos da Violência




Eu sou drástica,
queria logo colocar um pequeno cartaz
na minha porta com os dizeres:
VIZINHOS DA VIOLÊNCIA
Campanha voluntária
de proteção às vítimas
de violência doméstica
Se vc é mais um vizinho da violência,
não seja tbm um cúmplice por omissão
ou por negligência.
DENUNCIE
Eu Denuncio!!!

Espaço reservado para
contatos de emergência

Até fiz um cartaz, tipo postal...
e acho que vou deixar na caixa do correio
assim todo mundo vê mal entre no prédio,
talvez iniba futuras agressões
pq qdo a pessoa vê, fica envergonhada, imagino...

Resposta da Marian...
( Amiga Bombril do Lealdade Feminina,
pq ela tem mil e uma utilidades...rs...)

Vou-te deixar numeros que servem para reportar a situação que se passa ao teu lado. Aliás, deixo-te vários.
Mas antes de tudo visita o site da PSP http://www.psp.pt/ / programas especiais / violencia domestica (tambem tem lá "contactos uteis" que nao estao aqui) e vê os conselhos, depois contacta telefonicamente a esquadra da zona informando a morada onde se passam os abusos.criança maltratada - 213 433 333 (9:30-18:30)http://web.rcts.pt/paulaperna/sos_crianca.htm

SOS criança - 800 202 651 (linha gratis) e 217 931 617http://www.iacrianca.pt/servicos/sos.htm


APAV (associação portuguesa de apoio à vitima) 707 200 077 das 10-13:00 e 14-17:30hhttp://www.apav.pt/
informação às vitimas de violência doméstica 800 202 148 -chamada grátishttp://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/entidades/PCM/CIG/pt/SER_linha+telefonica+de+informacao+as+vitimas+de+violencia+domestica.htm


Não tens que te identificar!

Só denunciar. a denuncia é confidencial. ou seja ninguem vai aparecer lá a dizer nada do género: "a s/ vizinha ligou...etc"A denuncia de violencias é um dever cívico (sim e até mesmo no caso de animais funciona... mal e porcamente, mas funciona!)

Como diz o aforismo: o problema não são os maus, mas os bons que nada fazem.... Presenciar crimes s/ vitimas indefesas de qualquer espécie que seja e nao denunciar é fazermos o jogo do agressor e sermos cumplices do crime permitindo que se continue a perpetuar.e destroi-nos por dentro, irremediavelmente.

Já pensaste na enorme falta de higiene emocional que significa viver paredes meias com um agressor e sua vítima?! um ambiente muito intoxicante do ponto de vista energético, de certeza... tenta evitar que o teu filho leve com isso mesmo não sendo nada com ele. E afinal convenhamos que nem é tão dificil assim!nao tens que dar a cara nem identificar nada a nao ser o local da agressaoEspero sinceramente por boas noticias, por vitimas e agressores, por quem vive perto por todos nós afinal, e em nome de um futuro mais saudável.

Qualquer coisa estou por aqui, para já. Beijinhos Marian




Uma Nova Campanha: Vizinhos da Violência

VIZINHOS DA VIOLÊNCIA
Há minutos atrás eu ouvi mais uma vez
a voz da violência.
Desta vez a avó, grita para o neto:
"você vai apanhar..."
e segundos depois ouço a vozinha infantil e indefesa
de 3 anos de idade: "Pára...pára..."
Gente é muito difícil pra mim conviver com isso.
Pra não dizer devastador...
Mesmo o meu sangue de barata tonta ferve...
Ontem era o jogo de futebol,
mas e nos outros dias, que ouço
brigas de casal, agressões às crianças...
E NÃO POSSO FAZER NADA???
Então eu estou pensando em como eu
posso me mobilizar para dar esse grito.
Não é uma tarefa fácil, pois no
sacrossanto recinto do lar
as pessoas são protegidas pelo seu direito
à privacidade, e invasão de domicilio é crime.
Não sou munida de nenhum meio ou instrumento
com que eu possa ajudar em casos assim.
No Brasil, eu sei que podemos fazer uma denúncia,
mesmo anônima, e ela será investigada,
e serão tomadas as medidas cabíveis.
Eu sei pq isso já me aconteceu antes e eu
fiz a denúncia anonimamente.
Meu vizinho era militar, e não tinha uma vida
conjugal muito feliz... mas qdo ele ia trabalhar
a esposa e mãe, por qqr motivo batia num dos filhos,
sempre o mesmo era escolhido como saco de pancadas.
e eu sei pq? aquele filho foi gerado sob a ameaça
de uma pistola 38mm, a esposa e mãe era
assim obrigadaa ter relações
sexuais com o marido,
e resultou no nascimento dessa criança.
Deprimida e infeliz, ela bebia escondido de todos.
E descontrolada agredia o próprio filho.
Até chegar ao ponto da criança dar
entrada num hospital
com uma costela fraturada.
Eu tive medo de denunciar, pois sendo ele militar...
Infelizmente alguns militares podem estar envolvidos
como criminosos, e já não sabemos
separar o joio do trigo.
E eu estaria de fato invadindo a sagrada
privacidade da família dele.
Como somos instruídos pelo dito popular:
EM BRIGA DE MARIDO E MULHER
NINGUÉM METE A COLHER
Lá no Brasil eu denunciei,
liguei para o SOS Criança
E soube depois que eles receberam a visita de um
comissário de menores e a assistente social.
Foram encaminhados para um acompanhamento
psicólogico familiar.
E espero que o pequeno esteja a salvo.
Qdo eu disse o que havia feito as minhas
vizinhas disseram:
Vc fez isso? vc é louca?
Os vizinhos da menina Isabela Nardoni
ouviram os gritos dela
antes dela ser atirada ainda com vida
pela janela do prédio onde viva o "progenitor".
Os vizinhos dos bebês australianos perceberam
que alguma coisa estava errada,
uma das crianças chegou a
ir até uma vizinha nua e pedir socorro.
Mas ninguém fez absolutamente nada.
Imagina como essa criança voltou
outra vez pra dentro da casa
onde os dois irmãos estavam morrendo de inanição.
O que mais se terá passado ali dentro daquele "lar"???
A polícia presume que os bebês já estavam mortos
há uma semana...
O vizinho é a testemunha cega, surda e muda
da violência doméstica. Qual é a diferença entre
a omissão, a negligência e a cumplicidade???
Mas então o que fazer...
Aceito sugestões...

As crianças morrem de fome sob o olhar desatento da sociedade... em países do 1º mundo


Eu estou de tal forma chocada com isso que não vou colocar imagem nenhuma...

Talvez se eu colocando aqui a foto do cachorrinho da exposição, chame mais a atenção dos internautas e suas petições on line... Pq como eu disse anteriormente... Eu vejo que as discussões realizadas em torno da morte do cãozinho devem se ampliar... Não é só numa galeria de arte que seres vivos estão sendo condenados a morrer de fome, esta exposição macabra acontece todos os dias em muitos lugares do planeta, e mesmo nos ditos países de 1º mundo como Austrália e Alemanha... As florestas, as matas ciliares e os rios estão morrendo todos os dias... Como acordar num mundo com tais notícias...




Dois bebês australianos morrem dentro de casa por inanição em Austrália.






Bebes mortos em Alemanha de forma assustadora resulta na criação de uma organização que acolhe as crianças sem identificar as "mães"




CPI investiga pedofilia em Minas Gerais.




Assaltantes queimam onibus escolar do colégio Tiradentes em Minas Gerais.





Campanha de esclarecimento ao público realizada pela Polícia Militar de Minas Gerais resulta num aumento de 500% de denúncias de pedofilia.
Denúncias feitas através do site, que acompanha atentamente tudo sobre o assunto.


Domingo, 15 de Junho de 2008

Lei Contra A Violência Doméstica no Brasil



A Lei da Maria da Penha
foi sancionada em 7 de agosto de 2006
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dentre as várias mudanças promovidas
pela Lei está o aumento no rigor das punições
das agressões contra a mulher.
A Lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006,
e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso,
no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.
O nome da Lei é uma homenagem
a Maria da Penha Maia,
que foi agredida pelo marido durante seis anos.
A Lei altera o Código Penal Brasileiro
e possibilita que agressores sejam
presos em flagrante ou tenham sua
prisão preventiva decretada.


Rose Marie diz:
"Não vejo uma sociedade de mulheres,
o que seria uma perversão.
Eu vejo uma sociedade com igual
participação de homens e mulheres.
A natureza fez o homem e a mulher.
Falar de uma sociedade em que a mulher
seja hegemônica, é trocar o sinal da
dominação de mais por menos,
então não muda nada.
Eu vejo uma sociedade andrógina,
em que homem e mulher tenham
o mesmo protagonismo,
uma sociedade mais pacífica,
menos corrupta.
Há um estudo do Banco Mundial,
que mostra uma correlação significativa
entre a entrada da mulher no
mercado de trabalho e a diminuição da corrupção.
Esse estudo foi feito em 121 países.
Essa é uma das coisas mais importantes
que eu já vi na minha vida.
O mundo, quando tem mais mulheres,
tem menos guerra, menos violência
e menos corrupção.
Vale lembrar aqui que a revista The Economist,
uma publicação econômica machista,
em setembro de 1996,
disse que o século XXI
seria o século da mulher,
mostrando que o maior altruísmo
da mulher é que pode ajudar a salvar
o mundo todo desse problema de
eio ambiente, de excesso de corrupção.
Na União Européia, se havia 20, 30 países
que guerrearam durante 1.500 anos,
agora, para enfrentar os Estados Unidos,
eles se chamam União Européia.
O mundo vai ter que ser solidário
“na marra” para vencer o inimigo comum,
que é o aquecimento global, a falta d’água,
que vem da ganância dos mais fortes,
para ver se é possível reverter esse processo."

"Eu não conheço correntes feministas.
Há movimentos feministas que tratam
mais da política, movimentos feministas
que tratam mais da ligação da mulher
com a sustentabilidade do meio ambiente
e outros que tratam da condição da mulher,
principalmente do problema da violência,
que é o problema básico da sociedade humana.
Refiro-me à violência doméstica,
dos pais sobre as crianças
e do homem sobre a mulher,
que originam a violência do
homem sobre o homem.
Na Pré-História, enquanto não houve
a violência da sociedade contra a mulher,
não houve guerras.
Quando começou a violência contra a mulher,
que é a primeira de todas,
porque a mulher era mais fraca que o homem,
aí começa a violência dos mais
fortes contra os mais fracos.
E a causa disso é
que a criança aprende,
desde que nasce,
que uns apanham
e outros batem.
E isso não é coisa pequena.
Eu estava nos Estados Unidos, em 1988,
quando se fazia uma pesquisa representativa
da nação americana, com a qual se descobriu
que 66% de todas as mulheres, ou apanhavam,
ou tinham apanhado de pais ou de maridos.
A grossa maioria das mulheres apanha.
E isso legitima a violência do
homem contra o homem.
É natural que o homem seja mais
violento contra a mulher,
então é natural que seja mais violento
contra o homem.
Tratar da violência contra a mulher
é tratar da violência do homem contra o homem.
A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres,
quando fez a lei Maria da Penha,
sobre a violência doméstica,
tornando-a crime hediondo,
fez um trabalho incrível.
Esse tema está muito difundido na sociedade,
e a mulher hoje sabe que ela não deve apanhar.
Não é mais como o Nelson Rodrigues dizia,
que mulher gosta de apanhar
e só as neuróticas reagem.
Hoje, todas as mulheres somos neuróticas,
porque reagimos em favor da justiça. "